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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Esquerda ou Direita? Nenhuma!

As actuais ideologias políticas de "esquerda" ou "direita" estão obsoletas face ao leque de necessidades da sociedade. A gestão de um país necessita de actuações abrangentes e diversificadas, com uma forte capacidade adaptativa e evolutiva do pensamento, não se podendo restringir à teoria ideológica.


Os actuais partidos políticos estão extremamente limitados na sua acção, pois fazem por não sair da área de cobertura da sua ideologia de fundação. Como consideram mais importante o seu bem-estar/sobrevivência do que o bem-estar do país, acham que é necessário diferenciarem-se bem uns dos outros (mesmo que, na realidade, venham depois a tomar as mesmas medidas), porque só assim poderão apelar ao voto e chegar ao "poder".


Contudo, o que na realidade conta para o eleitor é o resultado final desejado, e esse é sempre o mesmo: uma melhor sociedade. E uma melhor sociedade é universal: uma sociedade em que a liberdade de uns acaba quando começa a liberdade dos outros; uma sociedade mais justa, em que cada um tem aquilo que merece, aquilo pelo qual se esforçou, e quem se esforça mas não consegue, por razões que lhe são alheias, encontra ajuda na comunidade. Por isso, se forem tidos em conta estes valores fundamentais (justiça, mérito, liberdade, fraternidade), todas as ideologias políticas caem por terra, pois não há lugar para radicalismos ou absolutismos, ficando apenas a flexibilização e a abrangência de ideias, que o pragmatismo, a verdade e a competência para pôr em prática as medidas necessárias exigem.


Deste modo, a escolha entre esquerda ou direita deixou de fazer sentido, pois as necessidades do país assim o determinam, sendo cada vez mais fundamental a existência de um partido de "centro" com a flexibilidade para tomar as medidas de "esquerda" ou "direita" no momento certo para a situação adequada. Dos actuais partidos com assento parlamentar qual é que coaduna com estes valores? Nenhum!



O que vai VOCÊ FAZER em relação a isso?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Porque não fundar um novo partido?

Porque não fundar um novo partido?


Na crónica anterior terminei com ideia que uma das maneiras de contribuir para a mudança é ajudar pequenos partidos existentes a "crescer", pois estes possuem programas "temáticos" e pouco robustos, não sendo por isso uma alternativa viável.


Contudo, é possível não nos identificarmos com nenhum dos partidos actuais (grandes ou pequenos), aí o que fazer?


Ao perscrutar os sentimentos e opiniões dos portugueses, não é difícil perceber que existem bastantes linhas comuns que são transversais a classes sociais, económicas e culturais. Nomeadamente, um descrédito total nos políticos e nos partidos actuais. Adicionalmente, verifica-se uma partilha de valores e de soluções para a resolução dos problemas que a todos nos assolam. Então, possivelmente, o que nos une é superior ao que nos separa. Assim, este é o momento certo para a criação de uma nova, robusta, séria, abrangente e pragmática força política nacional que dê resposta às necessidades e ânsias prementes dos Portugueses.


Existem muitas forças de bloqueio, dá trabalho, é difícil? Sim! Contudo, "não existem almoços grátis", por isso se realmente estamos fartos deste sistema corrupto e queremos mudar o rumo do país temos que trabalhar para isso.


Outros já tentaram e fracassaram! Sim, mas a conjuntura mudou, hoje estamos no limite. Os Portugueses já esgotaram a sua paciência para as negligências dos partidos com assento parlamentar e já não acreditam no voto "no partido que agora está na oposição". Anseiam por alternativas viáveis ao "centrão". Alternativas que sejam fiáveis e com propostas novas e robustas, que lhes dêem alento e esperança num futuro melhor.


O acesso aos meios de comunicação não será fácil, porque, por um lado, a informação é hoje mais entretenimento do que realmente informação, e, por outro, os grandes grupos económicos que patrocinam as campanhas dos grandes partidos são os mesmos que controlam os principais órgãos de comunicação social. Todavia, hoje o peso das redes sociais, e de outras vias de comunicação "alternativas", quando bem exploradas é imenso (podendo levar a revoluções).


Deste modo, apesar de todas as contrariedades levantadas pelos interesses instalados, a criação de novas forças políticas pela sociedade civil é uma das mais importantes formas de intervenção social, pois permite uma verdadeira projecção das ideias e necessidades das populações, não devendo ser menosprezada.



O que vai VOCÊ FAZER em relação a isso?