Um outro sinal da incompetência e inércia de todo o mundo judicial em Portugal passa pela muralha que quer erguer e manter em torno de si. Esta muralha é um dos maiores obstáculos à justiça em Portugal.
Não falo apenas da intangibilidade da justiça na sua demora e nos seus procedimentos, tais obsoletos face às tradições anglo-saxónicas que são conhecidas como bem mais expeditas do que a tradição latina.
Falo sim por exemplo, da linguagem versada nos documentos legais servidos e para uso dos intervenientes civis dos processos penais ou civis. Existe uma falta de cultura por parte de muitos funcionários administrativos dentro e fora dos tribunais que os impede de recorrer a uma linguagem fluída, simples e compreensiva que não seja a linguagem "direitesca" para explicar ao comuns dos mortais o que lhes é exigido em tribunal num dado documento legal.
Quantos de nós não conheceremos pessoas com menos habilitações, mas até pessoas com cursos superiores que têm grandes dificuldades na compreensão de autos e outros documentos legais que recebem em casa e que supostamente os informam da sua situação legal? Esta linguagem críptica permite que os advogados cobrem simplesmente para "traduzir" uma carta.
Para estes, tamanha situação é claramente benéfica. Mas e para o comum português? Como ler algo escrito por uma pessoa no tribunal que claramente que a própria não percebe os factos que enuncia na carta? O funcionário não compreende muitas vezes aquilo que escreve, faz tamanha tarefa com recurso a uma minuta. A minuta simplifica o trabalho mas impossibilita que o comum português consiga ultrapassar muralha de acesso à justiça.
Sem recursos para advogados, o comum português só se safa se tirar um mini-curso em direito processual.
É com estas muralhas de burocracia, de procedimentos obsoletos, de investimento absurdos para ver justiça que os portugueses se afundam, desacreditam no país e nos seus orgãos soberanos, que ganham vontade em contornar as leis e as regras porque estas tornam tudo impraticável na realidade.
Assim empresas, investidores, trabalhadores e empreendedores, portugueses e estrangeiros se vão afastando de Portugal. Os projectos podem ser interessantes, mas as condições para os concretizar acabam sempre por faltar.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
O ódio favorito de todos
Publicada por
Paulo Coelho
No país que habitamos há muitas coisas a louvar: o sol, a hospitalidade, o clima, a comida, a beleza, a história e a atitude em apreciar a vida apesar das diversidades. (Concedo que este último ponto é altamente subjectivo)
No entanto muito mais posso dizer sobre a necessidade deste povo em propalar a mal dissência, o boato, a tacanhez e a mesquinhez. Desde os julgamentos sumários e condenações à revelia, infundadas, imponderadas, categóricas e sensacionalistas do Correio da Manhã e dos restantes tablóides, até às acéfalas reacção dos comuns para este ou aquele crime escabroso sem que sejam capazes de activar os mecanismos de bom senso e racionalidade crítica capazes de ver males além do óbvio crime.
Toda a gente gosta de criticar, dá um sentimento instantâneo de superioridade. É claramente muito sedutor em especial se não tivermos nada de desafiante e edificante a empreender. Contudo, esta tendência ganha contornos mórbidos quando desemboca nas bufarias, chibices, beatices e outras cretinices tão genuínas como o galo de Barcelos.
Não digo que falar mal dos outros seja algo que não seja feitos pelos povos de outros países com igual gosto, em especial em povos de outros países mediterrâneos, mas dificilmente encontrarão um país no qual este traço ocupa tantos as atitudes ditas normais de um dado povo. Pouco provável será encontrar outro povo no qual tamanho traço importe tanto para a execução de uma função secular como a justiça.
Na justiça em Portugal, tal como em outros países ditos desenvolvidos, o mediatismo de um dado caso é um factor major para a resolução deste. Veja-se o caso Casa Pia, um caso pautado por inúmeras incoerências e incorrecções processuais que foram sendo ultrapassadas de modos poucos claros pelos juízes pura e simplesmente pela urgência de uma declaração definitiva. Não irei debruçar se os arguidos e culpados são efectivamente culpados, não conheço o processo, nem sou juiz, mas parece que houve irregularidades importantes, tal como em outros processos mediáticos, que tiveram como único objectivo acelerar o processo.
Um processo tem que decorrer dentro das regras declaradas em diploma legal. Acelerar processos desta ou outra natureza requer outras leis e facilitar, num desenrasca, para dobrar as regras de modo a concretizar aquele veredicto que a povo quer.
Assim somos iludidos, a justiça tarda mas não erra, dirão muitos. Esta imagem é aquela que juízes, no seu seio corporativo querem divulgar; querem manter as atenções viradas para outros sectores, querem que quando existam atenções em casos mediáticos a justiça faça demagogia e se iniba de ser criticada. Deste modo distribui veredictos populares e não se esquenta com reformas ou as preocupações reais de demora na vida e na economia dos portugueses, empresas e da nação.
Com estes veredictos, dá-se a ideia de que a demora compensa, porque temos um claro e inequívoco culpado a condenar sem margem de dúvidas, mesmo que o processa ainda que demorado seja influenciado logo à partida. Entre inúmeros recursos possíveis, em certos casos a pressa de culpar leva a que sejam ultrapassadas barreiras processuais necessárias, e que mais tarde a justiça pague a factura com apelas a tribunais de relação que destroem o trabalho de acusação de meses e anos.
Está na hora de exigir ética por parte da imprensa nestes casos, com as quebras anónimas de segredo de Estado e com a exigência aos juízes que demoras e um sistema inerte não são mais tolerados independentemente da popularidade que possam colher face aos sucessivos governos que não hesitam em se abster de mexer nesse ninho de vespas que é a corporação de juízes e o seu couto pessoal que é justiça.
No entanto muito mais posso dizer sobre a necessidade deste povo em propalar a mal dissência, o boato, a tacanhez e a mesquinhez. Desde os julgamentos sumários e condenações à revelia, infundadas, imponderadas, categóricas e sensacionalistas do Correio da Manhã e dos restantes tablóides, até às acéfalas reacção dos comuns para este ou aquele crime escabroso sem que sejam capazes de activar os mecanismos de bom senso e racionalidade crítica capazes de ver males além do óbvio crime.
Toda a gente gosta de criticar, dá um sentimento instantâneo de superioridade. É claramente muito sedutor em especial se não tivermos nada de desafiante e edificante a empreender. Contudo, esta tendência ganha contornos mórbidos quando desemboca nas bufarias, chibices, beatices e outras cretinices tão genuínas como o galo de Barcelos.
Não digo que falar mal dos outros seja algo que não seja feitos pelos povos de outros países com igual gosto, em especial em povos de outros países mediterrâneos, mas dificilmente encontrarão um país no qual este traço ocupa tantos as atitudes ditas normais de um dado povo. Pouco provável será encontrar outro povo no qual tamanho traço importe tanto para a execução de uma função secular como a justiça.
Na justiça em Portugal, tal como em outros países ditos desenvolvidos, o mediatismo de um dado caso é um factor major para a resolução deste. Veja-se o caso Casa Pia, um caso pautado por inúmeras incoerências e incorrecções processuais que foram sendo ultrapassadas de modos poucos claros pelos juízes pura e simplesmente pela urgência de uma declaração definitiva. Não irei debruçar se os arguidos e culpados são efectivamente culpados, não conheço o processo, nem sou juiz, mas parece que houve irregularidades importantes, tal como em outros processos mediáticos, que tiveram como único objectivo acelerar o processo.
Um processo tem que decorrer dentro das regras declaradas em diploma legal. Acelerar processos desta ou outra natureza requer outras leis e facilitar, num desenrasca, para dobrar as regras de modo a concretizar aquele veredicto que a povo quer.
Assim somos iludidos, a justiça tarda mas não erra, dirão muitos. Esta imagem é aquela que juízes, no seu seio corporativo querem divulgar; querem manter as atenções viradas para outros sectores, querem que quando existam atenções em casos mediáticos a justiça faça demagogia e se iniba de ser criticada. Deste modo distribui veredictos populares e não se esquenta com reformas ou as preocupações reais de demora na vida e na economia dos portugueses, empresas e da nação.
Com estes veredictos, dá-se a ideia de que a demora compensa, porque temos um claro e inequívoco culpado a condenar sem margem de dúvidas, mesmo que o processa ainda que demorado seja influenciado logo à partida. Entre inúmeros recursos possíveis, em certos casos a pressa de culpar leva a que sejam ultrapassadas barreiras processuais necessárias, e que mais tarde a justiça pague a factura com apelas a tribunais de relação que destroem o trabalho de acusação de meses e anos.
Está na hora de exigir ética por parte da imprensa nestes casos, com as quebras anónimas de segredo de Estado e com a exigência aos juízes que demoras e um sistema inerte não são mais tolerados independentemente da popularidade que possam colher face aos sucessivos governos que não hesitam em se abster de mexer nesse ninho de vespas que é a corporação de juízes e o seu couto pessoal que é justiça.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Uma mente vazia é uma mente preparada.
Publicada por
F.Carvalho
As pessoas não sabem em que pensar, não sabem como devem dar os passos mais correctos... Estamos saturados de tanta informação, toda ela prós e contras, desde opiniões extremamente parvas como também opiniões extremamente lógicas e que até fazem sentido, mas mesmo assim... ninguém tem a certeza, ninguém é dono da razão e da verdade. Muitos dos indivíduos que encontramos à nossa volta, tentam-se amarrar a alguma ideologia, e defendem essa mesma para se sentirem estáveis, confiantes deles próprios em relação aos outros, não lhes interessando o bem comum para toda a gente (Egocentrismo).
Grande abraço ; )
A meu ver, esta quantidade de informações, afirmações, e até mesmo todos os tipos de propaganda, servem para confundir aqueles que procuram a verdade neste caos social, ao ponto de nós vivermos a mesma rotina, todos os dias, com os mesmos vícios, com os mesmos pensamentos impostos para agradar a quem está ao nosso o lado, que está tão perdido como nós.
Um povo confuso não consegue pensar devidamente, logo não consegue agir do mesmo modo. É um povo bem manipulável, que não consegue ver (ou não quer ver, tristemente), todas as más situações impostas pelas grandes entidades que nos governam.
Sendo assim, toda a gente deseja sair deste "poço", de como pensar, e como agir, procurando soluções. Mas a verdadeira solução é muito simples: Mudem a vocês próprios, ignorem este teatro e estas dúvidas. Um dia de cada vez, não querendo saber do que os outros pensam, ou o que os outros façam. Não vale a pena bater na mesma tecla todos os dias.
Quando ficarmos cépticos em relação a tudo e a todos, sem certezas nenhumas, aí começamos a ver o mundo de uma forma mais objectiva, mais individual, mais pura e absoluta. E daí, começamos a ser críticos, a ser cada vez mais, pessoas fogosas para deitar a mão a este sistema, e é isso que precisamos: pessoas com uma nova estruturação mental, ou seja, renascidas para atacar quem nos mente diariamente, e apoiando com bastante respeito e pacificidade aqueles que nos rodeiam. Uma mente "limpa" trabalha com paz, e sabe como mover-se (intuitivamente ou não) perante o momento em causa.
Não vale nada a pena ficarmos atentos aos teatro da política, aos falsos números da economia, ás falsas perspectivas de emprego (tanto nacional, como internacional), porque se queremos fazer pressão a quem injustamente nos faz mal, devemos atacar a máfia política, religiosa e Maçónica.
Investiguem e relacionem tudo o que está ao nosso alcance, porque quantas mais pessoas de carácter individualista estiverem atentas, gere-se naturalmente um grande grupo movido pelo o nosso Bom Senso.
Mudem vocês próprios, antes de tentar mudar o resto, e aí veremos novos acontecimentos no nosso quotidiano.
Grande abraço ; )
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Portugal no Euro
Publicada por
Pedro von Hafe Leite
Hoje pra surpresa de toda a gente e de
uma forma completamente original venho falar do Euro ’12. Mas não, não vou
criticar o Cristiano (nem o penteado ridículo dele). Também não vou dizer que a
Selecção de Futebol me representa enquanto português e que quem não gosta da
selecçao deveria ser expatriado e perder a nacionalidade. Também não vou falar
dos 33 mil euros que aqueles jovens e o Eusébio gastam pra passar ali um dia (sendo
que 12 tão lá a passar férias).
Só venho expor aqui o quão ridículo é
o povo português. Quase se comem vivos por causa do CR7, uns dizem que é Deus
na Terra, outros que a minha avó jogava melhor que ele. Ficam indignados com as
bombas que os jogadores têm, porque é uma falta de respeito. Mas estão-se nas tintas
para o que se tem passado nos últimos tempos.
A EDP já não é portuguesa, mas dá
guarida e salários milionários aos mesmos burgessos que dizem que vivemos acima
das nossas possibilidades.
O polvo Miguel Relvas abafa uma
jornalista, que se demite e ninguém quer saber desta completa e abjecta falta
de respeito pela liberdade de expressão, defendido ainda pelos boys da ERC,
esse bando de nulidades.
O Vitor Gaspar aproveita pra vir dizer
que isto não está a correr muito bem e o pessoal todo a ver o Euro quer lá
saber, quando tiverem que ir dormir pra uma caixa logo se pensa no assunto.
A Grécia está por um fio, mas que
interessa? Agora já nem está no Euro e Portugal ainda está!
O governo vai cortando na qualidade do
SNS, na educação, na justiça, mas a PPP continuam, os compadrios continuam, os ‘super-espiões’
idiotas continuam, mas que interessa? O Ronaldo marcou dois golos e já é o
maior do mundo!
O dinheiro da troika que nos está a
colocar numa posição tão complicada é usado pra cobrir buracos dos bancos e os
corruptos do BPN? Está tudo na maior, são amigos do Cavaco. Que interessa?
Vamos dar uma coça aos nuestros hermanos.
Continuemos assim, vamos longe! Continuamos
a ser a m*rda do país do fado, Fátima e futebol, ridículo.
Pedro von Hafe Leite
domingo, 17 de junho de 2012
Ouvir o que os outros dizem
Publicada por
Nuno Soares
Não é educado ouvir a conversa dos outros, mas há uma que eu gostaria que os leitores deste blog ouvissem. Richard Dawkins e Lawrenc Krauss, duas das grandes mentes da actualidade, resolveram fazer um debate (que tem mais de conversa do que debate) sem moderação. Isto porque Dawkins afirma que "o moderador interrompe a conversa quando esta começa a ficar interessante".
O resultado é algo que só não ajuda a abrir a mente de pessoas que gostam de viver na ignorância.
O resultado é algo que só não ajuda a abrir a mente de pessoas que gostam de viver na ignorância.
Lamento apenas que não tenha legendas em português. São 12 partes e no final de cada parte nas sugestões de outros videos poderão escolher a parte seguinte. Se quiserem ver a conversa no Youtube através de uma playlist aqui têm o link: http://www.youtube.com/watchv=ZLctxRf7duU&feature=list_related&playnext=1&list=SP60FA6951C8318996
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Tão idiota como outra qualquer!
Publicada por
RuiJFSilva
Na sequencia da crónica anterior sobre aumento da produção agrícola nacional.
Penso que todos os cm2 de território deveriam ser produtivos, não devendo haver baldios, zonas de ninguém ou de alguém que não quer/pode e cuidar/explorar o que é seu.
Assim, penso que seria preferível:
1) Ser realizado um estudo científico executado por técnicos especializados (ex: geólogos, biólogos, engenheiros agrónomos/florestais, agricultores, etc) de modo a saber, para aquela região, quais as explorações mais rentáveis;
2) Ser realizado um mapa do país com as diferentes zonas de exploração (ex: zonas de agricultura, silvicultura, parque florestal, construção, etc);
3) Os cidadãos com propriedades seriam notificados para procederem à exploração da sua propriedade, conforme o estudo nacional;
3.1) Considerando que os portugueses, de uma forma geral, não têm espírito empreendedor e estão habituados que o estado lhes resolva os problemas, então, poderia ser criada pelo estado uma empresa S.A. (por exemplo, de silvicultura) para gerir a exploração agrícola e florestal.
3.1.1) essa empresa começaria com capitais maioritários do estado, os quais passariam para as mãos de privados num plano previamente estabelecido. Ficando o estado com um percentagem que lhe permitisse manter segurança de políticas, controlo de execução e investimento económico.
3.1.2) os proprietários de terrenos que quisessem poderiam ter capitais da empresa, de pelo menos o valor dos seus terrenos. Deste modo, i) a empresa faria a exploração dos terrenos, ii) o proprietário receberia os proveitos descontados dos gastos da exploração; iii) os proprietários seriam também responsáveis pela gestão da empresa.
3.1.3) Os cidadãos que não pudessem fazer por si a exploração dos seus terrenos, a empresa faria esse serviço, sendo o custo retirado ao lucro dessa exploração.
Concomitantemente, poderia ser criada pelo estado uma empresa S.A. para estudo, melhoramento, produção e venda de sementes, “plantas de estaca”, arvores, etc para a(s) empresa(s) de agricultura, silvicultura, etc. Esta empresa teria o mesmo modelo de criação e gestão descrito anteriormente.
Deste modo fechar-se-ia o ciclo de produção e exploração, estando todas as frentes em mãos nacionais.
Esta poderia ser uma maneira, de uma forma integrada e estrutural, aumentar a produção nacional e diminuir importações, deficit e desemprego.
Numa altura em que se procura ideias para sair da crise, cá fica esta, tão idiota com outra qualquer!
O que vai Você Fazer em relação a isso?
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Tráfico Humano Em Portugal
Publicada por
F.Carvalho
Infelizmente, é uma realidade bastante presente no nosso país, que está completamente ligada ás outras redes de tráfico de armas e de drogas\narcóticos.
Na verdade, as grandes casas de alterne situadas nas grandes praças das nossas cidades, são fruto desta exploração injusta, onde estas atrocidades acontecem a toda a hora, violações atrás de violações...
Na verdade, as grandes casas de alterne situadas nas grandes praças das nossas cidades, são fruto desta exploração injusta, onde estas atrocidades acontecem a toda a hora, violações atrás de violações...
Para conhecer um pouco melhor este mundo submergido, partilho convosco um excerto do próprio J.N., exemplificando um destes casos:
"Natália tinha 14 anos quando chegou a Portugal. Uma menina. Não conhecia a língua, nem ninguém. Foi entregue a "Maria", que se dizia sua amiga, mas que acabou por se transformar na pior das inimigas, quando a obrigou a prostituir-se.
"Decorridos mais de cinco anos da convenção de Palermo [Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transformacional] não temos feito uso adequado dos instrumentos à disposição. Ainda não conseguimos dar o salto para a frente, tal como já fizemos com os infiltrados no tráfico de droga e a moeda falsa", salientou o director nacional da Polícia Judiciária.
Por último, só quero salientar uma questão: Como é que estas organizações decadentes se apoiam, e para onde exportam grande parte dos seus lucros? (tendo em conta que está ligada ás redes de droga e tráfico de armas, tão nítidas no mundo criminoso que rodeia o futebol)
É escusado dizer que não é o ladrão ali da esquina que consegue movimentar isto de uma maneira tão colossal, mas sim quem tem grande poder (um tanto político\desportivo), para manipular toda esta gestão de dinheiros, para pagarem milhões a gajos que correm atrás de uma bola...
Suponho muito, mas devemos falar do que se passa à nossa frente, para saber o que está certo e o que está errado com mais clareza, portanto...
Sejam controversos, "cheers"!
Fontes:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1143823
"Tráfico humano aumenta em Portugal"
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/trafico-humano-escravos-sef-imigrantes-imigracao-ilegal/940655-4071.html
Caso "Passarelle"
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/rei-do-alterne-ve-pena-anulada
Com um passado familiar marcado pela miséria e o alcoolismo, e depois de ter sido vendida por um tio a um estranho, passou a vender o corpo nas ruas da Baixa de Lisboa. Porém, após alguns meses de desespero, com maus tratos e lágrimas em pano de fundo, o caso de Natália acabou bem. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras conseguiu resgatá-la da rede suspeita de escravizar mulheres para a prática da prostituição.
Muitas outras "natálias" continuam a ser vítimas de um crime, com largas "cifras negras" em Portugal, até que se consiga conjugar todos os esforços para minimizar o flagelo. Pelo menos assim o deixou entender Almeida Rodrigues, na abertura do Congresso Nacional sobre Tráfico de Seres Humanos, que decorre até hoje em Loures, adiantando que Portugal é, simultaneamente, país de destino e de origem das vítimas.
O responsável revelou que nos últimos cinco anos foram instaurados na PJ "apenas 129 processos relacionados com tráfico de seres humanos", considerando que tal número é "manifestamente pouco" e certamente inferior à realidade.
"Temos de investigar com todas as técnicas especiais que temos usado com grande sucesso noutros tipos de crime. É necessário que todos tenhamos a noção de que há pessoas que são reduzidas à condição de coisa e tratadas como tal. Falta uma atitude pro-activa na denúncia", atirou."
É escusado dizer que não é o ladrão ali da esquina que consegue movimentar isto de uma maneira tão colossal, mas sim quem tem grande poder (um tanto político\desportivo), para manipular toda esta gestão de dinheiros, para pagarem milhões a gajos que correm atrás de uma bola...
Suponho muito, mas devemos falar do que se passa à nossa frente, para saber o que está certo e o que está errado com mais clareza, portanto...
Sejam controversos, "cheers"!
Fontes:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1143823
"Tráfico humano aumenta em Portugal"
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/trafico-humano-escravos-sef-imigrantes-imigracao-ilegal/940655-4071.html
Caso "Passarelle"
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/rei-do-alterne-ve-pena-anulada
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